páscoa

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À noite, quando me encontrava na minha cela, vi o Anjo executor da ira de Deus. Estava vestido de branco, o rosto radiante e uma nuvem a seus pés. Da nuvem saíam trovões e relâmpagos para as suas mãos e delas só atingiam a Terra. Quando vi esse sinal da ira de Deus, que deveria atingir a Terra, e especialmente um determinado lugar que não posso mencionar por motivos bem compreensíveis, comecei a pedir ao Anjo que se detivesse por alguns momentos, pois o mundo faria penitência. Mas o meu pedido de nada valeu perante a ira de Deus. E foi nesse instante que vi a Santíssima Trindade. A grandeza da sua majestade transpassou-me profundamente e eu não ousava repetir a minha súplica. Porém, nesse mesmo momento senti em mim a força da graça de Jesus que reside na minha alma; e, quando me veio a consciência dessa graça, imediatamente fui arrebatada até o Trono de Deus. Oh! como é grande o nosso Senhor e Deus, e como é inconcebível a Sua santidade! E nem sequer vou tentar descrever essa grandeza, porque em breve todos O veremos como Ele é. Comecei, então, suplicar a Deus pelo Mundo com palavras ouvidas interiormente.

Quando assim rezava, vi a impossibilidade do Anjo em poder executar aquele justo castigo, merecido por causa dos pecados. Nunca tinha rezado com tanta força interior como naquela ocasião.

As palavras com que suplicava a Deus eram as seguintes: Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro; pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós.

No dia seguinte pela manhã, quando entrei na nossa capela, ouvi interiormente estas palavras: Toda vez que entrares na capela, reza logo essa oração que te ensinei ontem. Quando rezei essa oração, ouvi na alma estas palavras: Essa oração serve para aplacar a Minha ira. Tu a recitarás por nove dias, por meio do Terço do Rosário, da seguinte maneira: Primeiro dirás o “pai Nosso”, a “Ave Maria” e o “Credo”. Depois, nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro. Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.” No fim, rezarás três vezes estas palavras: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.”

O silêncio é como a espada na luta espiritual; a alma tagarela nunca atingirá a santidade. Essa espada do silêncio cortará tudo que queira apegar-se à alma. Somos sensíveis à fala e sendo sensíveis, logo queremos responder; não levamos em conta se é da vontade de Deus que falemos. A alma silenciosa é forte; nenhuma adversidade a prejudicará, se perseverar no silêncio. A alma recolhida é capaz da mais profunda união com Deus, ela vive quase sempre sob a inspirarão do Espírito Santo. Deus opera sem obstáculos na alma silenciosa.

(Livro: Diário de Santa Faustina, págs.: 156 e 157)

Postado por Adlane Barbato

“A estrada ao inferno é pavimentada com boas intenções” - Karl Marx

A intercessão não deve ser feita apenas por “boa vontade”, pois em muitos casos, estamos verdadeiramente “metendo o dedo na cara de alguém” que nós, como seres humanos, não temos capacidade para fazê-lo. Por isso que seguir o passo-a-passo da intercessão é tão importante! Cada fase faz com que entremos mais confiantes pelo Poder de Deus no campo de batalha, e possamos assim, voltar sem tantos (ou quem sabe nenhum) ferimentos.

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Após termos orado por nós mesmos, para o nosso fortalecimento enquanto vamos à batalha em Nome de Jesus e pelos Seus, passemos adiante e vamos direto ao ponto: o momento da intercessão.

Momento de preparação para a intercessão (onde o servo de Deus se prepara para ir à batalha)

7. (II Corintios 10, 3-5) Apologia Pessoal

3 Porque, ainda que vivamos na carne, não militamos na carne, não militamos segundo a carne.
4 Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações (pessoais, territoriais e ideológicas).
5 Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e o reduzimos à obediência a Cristo.

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intercessão
Antes de fazermos uma oração de intercessão, devemos, primeiramente, orar por nós mesmos, a fim de nos fortalecermos, confiante em Deus, pelo poder da fé. Pois NUNCA podemos nos colocar no campo de batalha sem escudo e armas. A oração intercessória faz de você o guerreiro que vai à frente, guerrilhando em prol de irmãos que contam com a sua ajuda.

Como SÓ A DEUS PERTENCE O PODER, em nossa oração a Ele, coloquemo-nos como verdadeiramente somos: seres humanos incapazes, fracos, por vezes confusos e inconstantes. Mostremo-nos abertos a aprender e atentos a ouvir Sua voz. E, mais importante que tudo: humildes, sempre!

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quadro de avisos

“Temos de enfrentar dificuldades, mas isso não me importa, pois eu estive no alto da montanha. Isso não importa… Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas não estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de Deus, e Ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor” - Martin Luther King

(Foram suas últimas palavras)

O intercessor precisa estar ciente e familiarizado com o seu ambiente de trabalho. Fomos recrutados para uma batalha espiritual.

Quando o leitor aceitou passar adiante do anúncio de que Deus está precisando de intercessores (ver o post: “Procura-se um Intercessor”), pode estar ciente de que foi selecionado, foi recrutado, foi alistado e está sendo treinado pelo Senhor para uma verdadeira batalha espiritual. São Paulo, um dos maiores soldados que lutou pela causa de Jesus Cristo, conclama todos os cristãos a assumirem sua posição de soldados de Cristo:

“Assume o teu quinhão de sofrimento como bom soldado de Cristo Jesus. Ninguém, ao alistar-se no exército, envolve-se com negócios da vida civil, se quer dar satisfação a quem o alistou” (2Tm 3-4).

Precisamos assumir, portanto, nosso papel de soldados de Cristo, pois a oração nada mais é do que um grande combate. A oração é um combate no Espírito, é uma luta atroz onde forças antagônicas atuam. De um lado está o nosso Deus Pastor e Protetor e, de outro lado, está o inimigo do homem, um ser criado por Deus, um anjo que servia no Paraíso, que antes era bom, mas que irrevogavelmente rejeitou o bem (CIC 391ss.) e quer levar o homem a um completo afastamento de seu Criador.

A oração não é simplesmente uma prática devocional que faz bem. Se somos pessoas que pensamos apenas no plano material, somos as criaturas mais dignas de lástima possível. Quem se coloca como servidor de Deus deve estar ciente de que está envolvido numa luta espiritual. Precisa estar convicto de que existe um mundo espiritual a sua volta, que somos também seres dotados de um espírito, o qual procede de Deus e para Deus um dia voltará.

(Livro: Procura-se um intercessor - Formação para o ministério de intercessão, de Roberto Andrade Tannus)

Postado por: Adlane Barbato

Muitos de nós recordamos que, antes da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, os celebrantes e os fiéis, no fim de cada Missa, ajoelhavam-se para rezar uma oração a Nossa Senhora e outra a S. Miguel Arcanjo. Reportamo-nos ao texto desta última porque é uma oração bonita que pode ser rezada por toda a gente para seu próprio benefício:

“São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, sede nosso auxílio contra a malícia e ciladas do demônio. Exerça Deus sobre ele império, como instantemente vos pedimos, e Vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no Inferno Satanás e os outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas.”

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“Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; o Gerado (Jesus) por Deus o guarda e o Maligno não o pode atingir” - (1Jo 5,1 8)